Friday, December 31, 2004

eu e os quenianos, os quenianos e eu

Os 15 (melhor escrito: quin-ze, quin-ze) quilômetros mais longos da minha vida: 1,34,45, e um sprint lindo no final, na Paulista (passei umas 7, se-te, quando uma tentou me passar pela direita: foi quando eu invoquei).

o que fazer

quando o amigo do seu namorado diz num emeio que você were not supposed to read que aqui no Brasil com z se come "sopa de gambá", e que rará, lá eles enquanto isso se deliciam com o mais puro fígado engordurado de pato (codinome foie gras)

quando você percebe que o seu namorado riu e comentou a piada, no reply que você também were not supposed to read

quando você vê o trabalho e o carinho que mamãe está tendo para agradar e fazer comidinhas gostosinhas e saudáveis

?

saco, saco, tem gente que vai pro saco logo, logo

Tuesday, December 21, 2004

balada, bebida e putaria

De Isaías Almada, na Caros Amigos:

"[No mesmo dia em que o presidente chileno reconhecia e pedia desculpas ao mundo pelas atrocidades cometidas contra milhares de cidadãos seus conterrâneos,] o tradicional Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, comemorava a eleição de sua nova diretoria, cuja chapa levava o sugestivo nome de “A Escória” e cuja bandeira de luta era a despolitização do movimento estudantil dentro da faculdade. Nada de ternos e gravatas agora, pregava o “modernismo” da Escória, mas sim de bermudas e camisetas. Segundo os integrantes de “A Escória”, conforme relataram os jornais, “é preciso terminar com a promiscuidade (sic) política que vem sendo prática na entidade há anos”. Um violento tapa na tradição do XI de Agosto, sendo que a maioria dos que elegeram a nova diretoria concorda com a “despolitização” estudantil. Ao contrário de grandes nomes que já passaram pela faculdade do largo de São Francisco (todos promíscuos, com certeza) e seu histórico Centro Acadêmico, os novos diretores eleitos “não acreditam que a universidade seja um centro transformador do universo. São apenas uma chapa estudantil”. Uma chapa que, pelos vistos, também não deve estar muito interessada no conteúdo do curso, nem na tradição de lutas daquela faculdade, pois uma de suas bandeiras de “luta” durante a campanha era “balada, bebida e putaria”. Estão aí alguns de nossos futuros advogados, juízes e até políticos, quem sabe... Indiferentes à cidadania e à atividade política e promíscuos, ao que tudo indica, na bebedeira e na putaria."

Não fica longe do espírito de grêmio francês. Olha que maravilha, primeiro mundo já.

Jogo dos 7 erros ou além de gordo é burro

Continuando a discussão começada pelo Fê, ache os 7 erros que o autor do segundo texto cometeu. O oitavo foi ter escrito essa pérola de opinião.

1) CLÓVIS ROSSI (Folha, 19 dez)

Obesos, mas muito pobres SÃO PAULO - É esquisito o carnaval que alguns setores andam fazendo com o relatório do IBGE que mostra que há mais obesos que subnutridos no Brasil.
O dado, a rigor, não é novo, pelo menos no que diz respeito à redução forte no número de pessoas que passam fome. Relatório da FAO (o braço da ONU para alimentação e agricultura) já havia mostrado, há um ano, que, nos anos 90, o número absoluto de famintos caiu de 18,6 milhões para 15,6 milhões. Representavam 9% da população em 2001.
Muito? Claro. O ideal seria não haver um só faminto. Mas é óbvio que já não se tratava de um cenário como o de países africanos.
Mesmo assim, o Fome Zero é um programa que deve ser mantido (que se corrijam as falhas, mas seria um equívoco jogar fora a criança junto com a água suja do banho).
Ao deslocar o foco do problema para a obesidade (ou "deseducação alimentar"), apenas se confundem as coisas. Se há mais obesos que desnutridos, não significa que o país está carregado de gente rica que não sabe comer, como pode até dar a entender certo tipo de enfoque informativo a respeito.
O dado que deveria merecer o foco é o de Marcelo Medeiros (Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), conforme citado em texto de Vera Saavedra Durão para o jornal "Valor Econômico" (dia 6 passado): "40% por cento da população brasileira vive hoje com renda familiar per capita inferior a R$ 5 por dia, o que não dá para cobrir as despesas com alimentação, transporte, moradia, educação e saúde".
A esmola, tipo Fome Zero ou Bolsa-Família, é indispensável para que essa massa de pobres sobreviva.
Mas a meta a ser cravada a fogo na agenda nacional deveria ser prover renda, via emprego, para que essa gente, ou ao menos a maior parte dela, possa ser incluída na vida civilizada. Nem que seja para morrer de males da obesidade, mais fáceis de curar do que a miséria.

2) Gilberto Dimenstein (Folha Online, 20 dez)

Os gordos e os idiotas

Por muito tempo, vamos ter que nos lembrar dessa pesquisa sobre nutrição, divulgada pele IBGE, mostrando que não somos uma nação de desnutridos (embora esse problema ainda afete vergonhosamente milhões de pessoas), mas de obesos. Foi o melhor exemplo já produzido de que se tem notícia de um equívoco social: afinal, o governo chegou a falar em 45 milhões de famintos ao lançar, com estardalhaço, o Fome Zero e fazer disso uma bandeira de marketing. O cidadão foi feito de idiota.

Se tivessem feito erro dessa magnitude em política econômica, estaria naufragando, por exemplo, numa inflação em disparada, fuga de dinheiro, e por aí vai. O ponto: as políticas sociais devem seguir o mesmo rigor das políticas econômicas.

Precisamos monitorar indicadores como desnutrição, evasão escolar, aprendizado, abortos, mortalidade infantil, etc, assim como monitoramos a balança comercial, o emprego, a inflação.

Só assim sairemos da fase da idiotice de projetos sociais, muitos dos quais amadores e ineficientes, que se imaginam bons apenas pelas suas boas intenções.

Sunday, December 19, 2004

Meu querido Joaquim

Peor para você, milhor para mim que tenho as suas cartas prá mim só.

Antes que você reclame que eu estou escrevendo pouco, você lembra da resposta do Cony?

Era só, por hoje.

(Agora se eu tiver que falar coisa que só você entenda, eu vou ter que te chamar de Miguel porque o Eufrásio já descobriu tudo.)

Scrabblando

Joaquim e Eufrásio,

deixando de lado (acima de) discussões ornitólogas, venho por meio desta lembrá-los que a move mais elegante do jogo foi o "Cru (de baixo para cima) / Cousas", sem a qual a partida deixaria de ter um rastro das coisas de antão.

PS: lógico que eu inda não consegui inserir imagem nesse troço.

carosamigos.terra.com.br

"Eu leio uma página de um escritor há vinte anos atrás, se eu me recordo dela, eu vou ao livro onde ela está, e posso reconstituir a emoção que eu senti, ou a impressão que eu tive lendo essa página."
Drummond em entrevista inédita. Tem mais, bem mais.

Friday, December 17, 2004

...a quatro mãos...

Topas?

Sampa

E' já na marginal que eu me sinto em casa:

"Viva a coragem histórica do povo iraquiano: o imperialismo é um tigre de papel"

"A televisão é a imagem da besta"

Além do Motel Carrossel, do Lado A, do Voyage...

Onde mais no mundo é que eu ia ver isso?

Thursday, December 16, 2004

Outra vez

mala, porta, frio, frio, ônibus, sono, navette, livro e terminal, mais terminal, subida (depois dos 40 segundos não cai mais), vinho, janta, vinho, filme leve (sem catástrofes), óculos na bolsinha da frente, cuidado para não esmagar, luz, banheiro, café, chão, mala, mala, cadê a mala, a mala!, mami e papi, carro, marginal, elevador, quarto, very sweet, eu tou voltando prá casa.

Xi

Teremos um pefelê na educação. E dos bons, desses que nunca visitaram um CEU (cf. o próprio).

Wednesday, December 15, 2004

Coisas que só acontecem por aqui

Bom, essa semana está tendo um seminário cujo tema é "Quantum Gravity and Quantum Information", whatever that means.

Ontem teve um tutorial, General Relativity for Dummies, e foi legal ver que alguns grandões (tipo C.Bennett, o cara que inventou a Quantum Computation junto com o FeyFey, e R.Jozda, que o Fê deve conhecer pelo algorítmo, os dois estão aqui em sabático) faziam perguntas simples sem nenhuma vergonha nem trauma! Viva a coragem de fazer perguntas como maneira quase única de aprender!

Hoje eu fui numa palestra do R.Penrose, o outro cara com quem o Hawking apostou a enciclopédia de baseball (o primeiro é o Preskill). Falando em Hawking, ele (=a cadeira dele com ele) entrou no Seminar Room, ficou um pouquinho e saiu.

Aí no final um cara fez uma pergunta: "mas se o Buraco Negro pode distinguir se ele engole um donkey ou uma turtle (n.t.: imagens do autor), como é que... (o resto do raciocínio eu nem entendi)?" Em resumo, ele ficou nessa de donkey e turtle por uns cinco minutos com o Penrose, desviando tudo prá biologia e coisa e tal, assim, enfrentando o cara. No final, empatou, e eu virei pro meu vizinho e perguntei quem era o cara, quase falando que o cara era um impertinente. Qual não foi a minha surpresa e a constatação da minha pequenice quando o meu vizinho disse: é o XYZ, Nobel laureate em química e fellow do seu College. Estúpida.

Mais

Canção francesa nenhuma nunca me marcou. Eu nunca consegui achar bonita melodia cantada em francês: soa falso, pretensioso, ralo.

E agora eu descobri que música em español, sí, e faz tempo. Vão mais três letras. A primeira, a última canção dos diários de motocicleta (recomendo a versão do Jorge Drexler, quase só com violão) Eu gosto tanto do jeito que ele fala "una luz", com um acento de fé, difícil e crente. A segunda, dum grupo chamado Maná, mexicano, e essa sim, canção diretamente proporcional ao vivido. Terça, Go Back, gravada pelos Titãs mas por mais alguém d'autre, com os versos do Neruda no fim, gosto dela e pronto. Enjoy.

Al otro lado del río
clavo mi remo en el agua

llevo tu remo en el mio
creo que he visto una luz
al otro lado del rio

el dia le ira pudiendo poco a poco al frio

creo que he visto una luz
al otro lado del rio

sobre todo creo que
no todo esta perdido
tanta lagrima, tanta lagrima
y yo soy un vaso vacio
oigo una voz que me llama
casi un suspiro
rema, rema, rema…

en esta orilla del mundo
lo que no expresa es baldio
creo que he visto una luz
al otro lado del rio

yo muy serio voy remando
muy adentro sonrio
creo que he visto una luz
al otro lado del rio


sobre todo creo que

no todo esta perdido
tanta lagrima
tanta lagrima
y yo soy un vaso vacio
oigo una voz que me llama
casi un suspiro
rema, rema, rema…

(achado num site japonês, ou chinês, escrito em desenhinho)


Desde que te perdí
La luz se ha puesto muy mojada
mirada triste esta nublada
Y en mis ojos no ha parado de llover

Solo y ya sin ti
Me tienes como un perro herido
Me tienes como un ave sin su nido
Estoy solo como arena sin su mar

Quien detendra la lluvia en mí
Oh no, no
Se me ha inundado el corazón
Quien detendra la lluvia en mi, oh mi amor
Solo tú puedes pararla

Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Dime que diablos voy a hacer
Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Y en mis ojos no ha parado de llover

No te comprendo, no entiendo que paso
Si te di todo, quizás te di de mas
Dime que falto, dime que sobro, dime que paso
Pero dime algo, pues me estoy muriendo

Quien detendra la lluvia en mi, oh no, no
Se me ha inundado el corazón
Quien detendra la lluvia en mi, oh mi amor
Solo tu puedes pararla.

Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Dime que diablos voy a hacer
Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón, oh no no
Y en mis ojos no ha parado de llover, yeah yeah

Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Dime que diablos voy a hacer
Le sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Y en mis ojos no ha parado de llover
No para de llover
No ha parado de llover oh no no
Go Back
Aun que me llames

Aun que vayamos al cine
Aun que reclames
Aun que ese amor no camine
Aun que eran planes y hoy yo lo siento
Si casi nada quedo
Fue sdo un cuento
Fue nuestra historia de amor
Y no te voy a decir si fue lo mejor
Pues
Solo quiero saber lo que puede dar cierto
No tengo tiempo a perder
Solo quiero saber lo que puede dar cierto

*Ya no se encantaran mis ojos en tus ojos.
Ya no se endulzara junto a ti mi dolor.
Pero hacia donde vaya llevare tu mirada
Y hacia donde camines llevaras mi dolor
Fui tuyo, fuiste mia. Que mas? Juntos hicimos
Un recodo en la ruta donde el amor paso
Fui tuyo, fuiste mia. Tu seras del que te ame.
Del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.
Yo me voy. Estoy triste. Pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No se hacia donde voy.
..Desde tu corazon me diece adios un niño
y yo le digo adios.*

Tuesday, December 14, 2004

Jeu de pistes

A próxima cena que eu vou descrever tem essa música mui linda como soundtrack. Eu não gostaria de ver minha mãe ler eu descrever essa cena, mas ela é delicada demais. Quem aposta?

Lucha De Gigantes

Lucha de gigantes
convierte,
el aire en gas natural
un duelo salvaje
advierte,
lo cerca que ando de entrar
En un mundo descomunal
siento mi fragilidad.

Vaya pesadilla
corriendo,
con una bestia detras
dime que es mentira todo,
un sueno tonto y no mas
Me da miedo la enormidad
donde nadie oye mi voz.

Deja de enganar
no quieras ocultar
que has pasado sin tropezar
monstruo de papel
no se contra quien voy
o es que acaso hay alguien mas aqui?

Creo en los fantasmas terribles
de algun extrano lugar
y en mis tonterias
para hacer tu risa estallar

En un mundo descomunal
siento tu fragilidad.

Deja de enganar
no quieras ocultar
que has pasado sin tropezar
monstruo de papel
no se contra quien voy
o es que acaso hay alguien mas aqui?

Deja que pasemos sin miedo.

keywords: Delicatesse, Iran

Lido no The Economist (yes, baby, nós temos bananas, ou a veja, eles têm o economista):

1) ""The firing of a bullet into his damned and blasphemous head is an absolute necessity - and how cherished would that bullet's emissary be." Those were the gentle words recently directed by one of Iran's leading editors, Hossein Shariatmadari, at an exiled Iranian television presenter, Manouchehr Fouladvand, who has had the cheek to mock aspects of Islam."

2) "Last month, a female MP from the conservative camp suggested that if ten 'street-walkers' were executed, "we will have dealt with the problem of prostitution once and for all.""

No comments.

pqp

Just a quick note só prá dizer que o CD do Piazzolla que eu acabei de dar de presente de Natal prá mim e prá mãmã é muito bom mesmo. Chama "Tango: Cero Hora" e é de dar arrepio, bom dessa vez.

A cena (mas eu já jantei, obrigada)

Dum filme daquele cara, o Lars fon Traia, chamado Europa (ler Oirropa, em alemão).

E' tempo de guerra. O cara (um americano em München) corre para entrar na igreja para a missa de Natal, faz um puta frio. Quando ele entra, 1) a igreja está lotada, e 2) neva. No começo você pensa que é um truquezinho, olha a sacadinha do cara, ele fez nevar dentro da igreja, mor profundo. Aí a câmera sobe e você vê que a igreja não tem teto (execício de compreensão: que tinha sido destruído durante a). Dá um arrepio.

E' só uma fase, vai passar (ou não)

Eu não consigo (mesmo) escrever uma frase (umazinha que seja) sem colocar parênteses (ou aspas, ou colchetes) no meio (eu não disse?!).

Monday, December 13, 2004

Curtas, estréia

A) Letter received today, from the Institute of Physics (membership ganhada por um ano a todos os novos estudantes):
"Dear Miss Demarchi-Aiello (porque aqui eu sou de onde eu venho mesmo)
I am pleased to welcome you to the Institute as an Associate Member. As an Associate Member you are entitled to use the designatory letters AMInstP after your name."
Good to know.

B) Lido no site do MIT:
"The physics department is participating in the Cambridge-MIT Exchange program which sponsors an exchange program for students in their junior year. This is a great opportunity for physics majors who would like to broaden their undergraduate experience. This is a junior year abroad program, but a very special one for the following reasons:
Cambridge has a long history and a great program in physics;
You will have a chance to experience firsthand a different educational system; You will have the opportunity to travel in Europe;
(até aqui oquêi; last but not least:)(americano tinha que estragar)
You do not need to speak a foreign language."
E viva a diversidade.



Alguns Quandos

1) Quando eu deixei de falar bem em público: eu tinha 15 anos, tinha acabado de brigar com o insubstituível namorado (porque primeiro). Um trabalho em grupo de História (bonito, sobre o amor na mitologia, um treco assim), a professora (que sabia do nosso rompimento, e que já tinha puxado o bicho de lado, dizendo que a gente devia voltar porque "a Clarice está acima do bem e do mal")(engraçado como isso ficou na memória dos nossos causos a dois) escolhia um único apresentador por grupo, na hora (para obrigar todo o mundo a trabalhar, boa tática). De propósito (soubemos depois), ela, na minha classe, escolheu eu, e na classe dele, escolheu ele (era um experimento psicológico, saber como íamos explicar para os outros alunos um troço de amor, estando tão entangled como estávamos naquele que era o comecinho do fim). Eu do meu lado só lembro que tudo saiu empapado, meio embargada a história de Tristão e Isolda. Saiu bem mais do fundo que um exposé normal sairia, bem menos racional, menos linear, em resumo uma merda. E como doeu. Dói ainda, e eu nunca mais tive paz de espírito prá dizer mais de dez frases de maneira, ahn, coerente.

2) Quando eu soube que não podia contar com ninguém: duas ocasiões. A segunda foi quando eu bombei logo no começo da Polytechnique, e que qualquer tentativa de ajuda, qualquer comentário era visto como bombardeio. Eu tive que rarear os telefonemas com o Brasil, prá aliviar a pressão (lembro da minha mãe sendo bem harsh mesmo quando ela queria ajudar. Mas eu ainda não tinha as minhas estatísticas inda prá mostrar prá ela, estatísticas sobre o desempenho dos estrangeiros à l'X). Eu não atendia à porta. Eu tinha vergonha. E eu consegui sair desse embroglio todo sem a culpa que a presença dos outros me trazia. Sozinha.

3) Quando eu comecei a ter dificuldades em línguas: bom, tout d'abord quando, na mesma época do 2), eu resolvi não me integrar, não falar (data da mesma época, ainda, o item 4)). Depois, nas porcarias de aulas de alemão que eu tive no começo, e que me fizeram um bloqueio. Eu me sentia mal, diminuída durante as aulas, era um sofrimento. E não era prá ser!

4) Quando eu resolvi que não tinha muito a acrescentar na vida dos outros: vide época dos items 1) et 2). Mas tudo é condicionado ao fato de eu ter desistido do jornalismo, ou whatever que estudo universitário de línguas (ou humanidades, vocês entenderam). E eu desisti porque fiquei com medo, eu tenho medo das pessoas, e a matemática não faz sofrer tanto assim. Hoje eu descubro com pesar que, se ela não faz sofrer, ela também não é muito minha amiga.

Tinhas mais Quandos a irem mas quem vai, e prá debaixo do cobertor, soy yo.

Sunday, December 12, 2004

Vincent V

Oquêi, ainda bem que ele não sabe o que (nem quem) é viado. Mas essa foto dele é muito "à la française". E parece que ela (a foto!) faz sucesso com as francesinhazinhas. Azar delas, o bicho (nem tente fazer trocadilho que seria muito fácil) é meu e não abro (segure o trocadilho outra vez, por favor)(pqp, como tá ficando baixo isso daqui - e é só o começo)(literalmente). Mas essa foto, não, obrigada.

E como tem viado por aqui, estudando matemática! Só no meu staircase são três (out of 10, isso deve fazer mais do que a média mundial)(quoique...). Verdade verdadeira, tou achando que inteligência tem a ver com opção sexual. Será que se eu virar lésbica eu viro junto uma física competente? Tou topando.

Pra Henrique ver

Eu mando os ingleses às favas, mas o Henrique, ah, esse tem que ver esse blógui porco. E agora? O primeiro que descumprir - cuidado - "O Trato" - perde o quê?


Saturday, December 11, 2004

Pronto

Feito està. E sem acento agudo (por enquanto).